Você sabe garota, que seria assim. Você sempre soube disso! Lembra-se quando repetia isso para si mesma? Adiantava ou não? Pois é, adiantava. E garota, por que você foi se deixando levar pela correnteza e esquecendo que ela é muito perigosa? Garota… aprenda! Repita isso para você. Mas repita também que és linda, mesmo com todos seus defeitos e vontades erradas. Porque você realmente é linda. Eu sou linda, sim! Diga isso, diga! Porque ninguém poderá dizer por você e ninguém poderá escrever sua vida se não você. Então sabe, por mais que seja insistente esse sentimento que há em você, você é muito mais forte que ele! Muito mais capaz de enfrentá-lo e vencê-lo! Porque ele te trouxe muitas coisas boas, mas também ruins, e por ele, você foi deixando a correnteza te levar, até que, bum. Uma cascata ao meio de pedras e chão seco. Uma cascata de adrenalina e sensação de liberdade. Mas que no fim dela, tudo virava nada. E ficou assim. Você falhou. Mas não deve ficar se martirizando por isso toda a sua vida, garota! Você tem que se perdoar! E se ninguém te perdoar, não importa, o que importa é o teu perdão! Perdoe-se! Você é linda! Mesmo!!! E tente ser forte, tente deter essa vontade compulsiva de ter, de querer. Contenha-se! Você consegue!
Taciana S. Tonioli
Sentimentos ocultos
O garoto contava à garota sobre seus problemas.
A garota escutava-o atentamente. E após deixá-lo contar-te seus segredos e medos, ela disse:
- Há sentimentos sinceros, eles são fortes, puros, aconchegantes e de uma paz grandiosa. Eu acredito que eles estejam em nossos corações, no coração de todas as pessoas, sem excessão. E eles brotam, mas muitas vezes, devido às pessoas, como citou, acabamos deixando-os de lado, e tomando por maior importância o que as pessoas fazem, e desacreditando nesses sentimentos. Portanto, não deve se ter por base a atitude das pessoas, e seus sentimentos, porque elas também podem ter sentimentos ocultos.
Palavras à Julliet
Julliet caminhava. Caminhava pela rua, entre as pessoas e os mais diversos mundos. À seus olhos, era presente a vista de gestos carinhosos em encontros rápidos demais para serem duradouros. À seus ouvidos, algumas risadas que tornavam-se de tão grandes, gargalhadas. Julliet, buscava saber aonde se alojava tais coisas. Mesmo vendo, logo desaparicia. Logo o que via era apenas algo de sua visão imprópria. Talvez algo de seu desejo, difundido à sua ilusão. Jullet adorava aquelas gargalhadas, pareciam-na tão sinceras. Julliet… Julliet. Foi preciso procurar tantas vezes, para saber que nada daquilo existia. Foi preciso dizer-te várias vezes para si que era ilusão. Julliet… é uma ilusão. Pois ainda assim, tu és belíssima por ter tamanha força de perceber o quão imaginativo eram suas percepções. Portanto, agora Julliet, você é livre. Vá, voe como uma pomba, ou pule na água como golfinhos. Seja feliz, minha cara. Pois é isto que merece!
(Fonte: que-seja-leve)
